Mais de 165 cães e gatos são vacinados em mutirão na capital baiana

Mais de 165 cães e gatos, de diversas raças e tamanhos, estiveram presentes no Mutirão de Vacinação pelo Dia Mundial Contra a Raiva que aconteceu, na manhã deste sábado, 28, no Hospital de Medicina Veterinária da Universidade Federal da Bahia (Ufba), em Salvador.

O programa realizado em parceria com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e a Secretaria Municipal da Saúde, começou às 8 h, e contou com, além das vacinas, uma Feira da Saúde com orientações sobre viroses nos pets, distribuição de ração, atividades lúdico-informativo para crianças e animais para adoção.

Foi a primeira vez que este mutirão aconteceu na cidade, e, de acordo com o chefe do Setor de Vigilância Contra a Raiva do CCZ, Aroldo Carneiro, um dos fatores que motivou a realização da atividade é que, este ano, não haverá a campanha anual de vacinação. “O Ministério de Saúde alegou que o laboratório produtor da vacina não cumpriu prazos, sendo assim, poucas doses foram distribuídas. Por isso, além deste mutirão, em outubro vamos realizar um intensificação das vacinações e a prioridade é aplicar em animais que, de preferência,  nunca tenham sido vacinados”.

Foi o caso da gata Mamãe Miau, que, aos quatro anos de idade, foi vacinada pela primeira vez. A dona dela, Juliana Guerra, ficou surpresa ao saber dos riscos que correu por não a ter vacinado antes. “Foi muito importante trazer a Miau pois, vejo que está em risco, tanto quanto a saúde dela, quanto a da minha família”, afirmou.

Assim como Juliana, após a vacinação, outros donos receberam orientações, para preservar a saúde e o bem-estar dos caninos e dos felinos. “É, além de evento de vacinação, um convite para os donos dos pets conhecerem outros problemas que podem alcançar os animais e os atendimentos que realizamos aqui”, comentou a  vice-diretora do hospital, Bárbara Paraná.

A proposta abrangente chamou atenção de muitas pessoas como a aposentada Luiza Mendonça, 62 anos, que estava com a cadela Loirinha, 4 anos. “Eu a adotei. Ela era de rua e tinha sido atropelada. Eu sempre me preocupei em trazê-la para vacinar e melhorar o bem-estar dela. É apenas uma retribuição de tudo que ela representa para mim. Foi ela quem me adotou”. (A Tarde)

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