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set 19 2018

A nossa língua no Enem: veja como evitar os erros mais comuns em Português

Um dos momentos mais aguardados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é a descoberta do tema da Redação. Na visão dos professores, ter conhecimento do assunto é fundamental para construir bons argumentos, e a gramática é outro ponto importante, mas, muitas vezes, negligenciado pelos candidatos.

A prova de Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias, aplicada no mesmo dia da Redação, avalia, dentre outros pontos, os conhecimentos gramaticais dos candidatos. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o desempenho dos estudantes brasileiros em 2017 foi menor que em 2016 nessa área.

Pensando nisso, o CORREIO conversou com professores e listou os erros mais comuns cometidos pelos candidatos do Enem na prova de Linguagens e Códigos, que tem 45 questões, sendo cinco de Língua Estrangeira e 40 de Português, Literatura, Artes, Educação Física e Comunicação. Em 2017, apenas um candidato em todo o país superou os 750 pontos nessa avaliação. A nota mínima foi de 299,6 pontos.

Acentuação
Segundos os mestres, o primeiro requisito para responder a prova é ter atenção. O professor de Português e Redação do ProEnem e apresentador da TV Escola, Romulo Bolivar,  contou que a acentuação gráfica aparece na lista dos erros mais frequentes, seguida de mau uso da crase e dos erros de pontuação.

“São conhecimentos trabalhados na prova de Linguagens e Códigos e que também fazem parte da competência número 1 da Redação. As questões objetivas podem não perguntar diretamente sobre pontuação, mas esse conhecimento é necessário para saber a resposta”, afirmou.

Em caso de dúvida, se a palavra leva ou não acento, a orientação do professor é para que os estudantes encontrem um sinônimo e a substitua. Nas situações de incertezas de crase e pontuação, ele recomenda aos candidatos não usá-las. “É mais fácil ele errar colocando do que não pontuando”, disse.

A proficiência média dos participantes que fizeram a prova de Linguagens no ano passado foi de 510,2, enquanto no ano anterior foi de 520,5. Os candidatos que estavam concluindo o ensino médio tiveram rendimento menor (506,5) do que aqueles que já eram egressos das escolas (513,84) e ou treineiros (516,86).

Escrita
A concordância e a conjunção verbais foram outros itens muito citados pelos professores como erro frequente dos candidatos. Stephanie Sapucaia, 17 anos, está no último ano da escola e concorda com os mestres. “Sou melhor em Humanas do que em Exatas, mas tenho algumas dificuldades com Português, principalmente, com verbos”, contou.(Correio24Horas)

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