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jul 22 2018

Taxa de mortalidade infantil sobe 9,2% na BA

Após 25 anos de queda, a taxa de mortalidade infantil aumentou 9,2% na Bahia em 2016, comparado ao ano de 2015, segundo dados divulgados nesta semana pelo Ministério da Saúde. Conforme o órgão, o estado teve 18 óbitos infantis a cada mil nascimentos em 2016. A taxa ficou acima da média nacional, que foi de 14 mortes por cada mil nascimentos no mesmo ano.

A partir de 1990, a Bahia, assim como o restante do país, começou a apresentar queda no número de mortes de crianças. Em 1990, o estado registrava taxa de 66 mortes por cada mil nascimentos. Em 2015, a taxa já havia baixado para 16,4.

Taxa de mortalidade infantil na Bahia para cada 1 mil nascidos vivos (1990 a 2016))

ANO TAXA

1990 66,0

1991 61,9

1992 58,0

1993 54,4

1994 51,0

1995 47,8

1996 44,8

1997 42,0

1998 39,3

1999 36,9

2000 34,6

2001 34,2

2002 31,0

2003 29,9

2004 29,0

2005 27,5

2006 26,2

2007 24,9

2008 23,6

2009 22,1

2010 21,0

2011 20,0

2012 19,1

2013 18,7

2014 18,4

2015 16,4

2016 18,0

Fonte: Ministério da Saúde

No país inteiro, houve aumento de 4,8% em 2016 com relação a 2015, quando 13,3 mortes (a cada mil) foram registradas.

O Ministério da Saúde credita a alta mortalidade ao vírus zika e às mudanças socioeconômicas.

Dados recentes do órgão também mostram que a vacinação em crianças, um importante fator para a redução da mortalidade, atingiu o menor nível em 16 anos.

Na Bahia, por exemplo, 63 cidades não chegaram a vacinar, no ano de 2017, nem metade das crianças que compõem o público-alvo da imunização contra a poliomelite (paralisia infantil), que pode lavar à morte. Por conta disso, o Ministério informou que a Bahia é o estado brasileiro com maior risco de retorno da doença.

O último caso de poliomelite no estado foi registrado no final da década de 80, mas, como o vírus ainda circula no mundo, pode haver o risco de contaminação.

Zika

Desde 2015, o Brasil teve 351 mortes de fetos, bebês e crianças associadas ao vírus da zika, mostrou último boletim do Ministério, com dados coletados até 14 de abril de 2018.

Em relação às notificações — e não casos confirmados — os estados que apresentaram maior número foram: Pernambuco (175), Bahia (103), Rio de Janeiro (88), Minas Gerais (71) e Ceará (69).

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