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out 21 2017

Fãs curtem Paul McCartney em show que reuniu gerações, ‘Beatles’ e emoção

Paul McCartney entrou no palco da Arena Fonte Nova na noite desta sexta-feira (20), precisamente às 21h46. Como britânico, Paul não cumpriu à risca o hábito que faz a fama dos compatriotas [o show estava marcado para as 21h30], mas daí para frente, entregou o que se esperava dele. Pelo menos, foi o que anteviu o engenheiro Léo Henrique, soteropolitano de 63 anos. Amante dos Beatles desde sempre, como denunciava a camisa que vestia, soltou a premonição em conversa com o Bahia Notícias. “Vai ser um show da p*”. Do lado dele, a companheira e economista, Nair Prazeres, contava de onde vinha o gosto pelas músicas aguardadas ali. “Eu curto os Beatles desde meus 16 anos”, revelou ao dizer que ficou meio que desapontada com a expectativa dos soteropolitanos ao show. “Deveria estar mais cheia a Arena”, comenta ao dizer que a “indústria do Axé Music” ofuscou a formação de outros públicos, como o do rock. “Até a década de 80, ocorria muita coisa na Bahia. Depois, foi ficando menor o espaço”, lembra.

Entre os mais novos, a paraibana Suzanne Vieira, de 23 anos, da cidade de Uiraúna, trazia a bandeira do estado enrolada no corpo e queria ouvir Hey Jude, outra canção dos Beatles da dupla Lennon/McCartney. “Eu fui criada ouvindo essas músicas do Beatles pelo fato de minha mãe adorar”, diz ao acrescentar que saiu de Maceió, onde estuda farmácia na Universidade Federal de Alagoas, só para ver o cantor na capital baiana.

Paul entrou de camisa azul e, sem enrolar como ocorreria em todo show, mandou “A Hard Day´s Night”, para sacudir o público e logo em seguida dizer: “E aí, Salvador, beleza?”. Daí para frente, foram quase 2h40min de apresentação do cantor, que fez 75 anos há quatro meses. Trocou o contrabaixo, por violão, guitarra, cavaquinho e piano e não deu refresco a voz, lançando alguns falsetes. Mesclou canções eternas dos Bealtes com músicas da carreira solo e do último álbum. “Eu quero que continue assim até acabar o show”, disse a advogada Maria Fernanda de Ávila. O show transcorria quando o fogo pirotécnico subiu acompanhando a execução de “Live and Let Die”, sucesso solo do artista. Foi o bastante para empolgar o produtor Pedro Gabrielli. “Cara, eu nunca vi uma produção dessa na Bahia, e tem uns 15 anos que não vi em outros lugares que fui a shows. Do caralh*. Som, produção, muito bom”, disse.

Depois da participação do público com cartazes com o refrão “Na na na na”, na música Hey Jude, Paul deu a tradicional pausa para o bis. Voltou trazendo para o palco as bandeiras do Brasil, do Reino Unido e do movimento LGBT. Depois cantou mais cinco canções, incluindo a clássica Yesterday, recebeu uma jovem baiana no palco, que dançou com ele, e encerrou o show. Uma chuva fina, que tinha dado trégua durante o show, voltava a cair no estádio.(Bahia Notícias)

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