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jul 03 2017

Destaque no Ba-Vi, Jean dedica atuação ao avô e diz que não ‘sentiu pressão de 2 mil’

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Uma motivação que o impulsionou para uma grande atuação e consequentemente ajudou o Bahia a sair com um ponto valioso do Barradão. Ponto este que colocou a equipe fora da zona de rebaixamento após 11ª rodada da Série A.

Foi simplesmente graças a Jean que o tricolor conseguiu segurar o 0x0 no Ba-Vi. Mas se os companheiros de time e a torcida devem agradecimentos pelo goleiro ter honrado a camisa 1 do Bahia ontem à tarde, para Jean a maior honra foi poder homenagear o avô, que faleceu em maio.

“Dedico pra meu avô. Todos os jogos a partir do falecimento dele peço proteção a Deus e a ele, que tenho certeza que está comigo em todos os jogos. Só quero dedicar a ele mesmo”, explicou o goleiro tricolor. Segundo ele, durante o aquecimento antes da bola rolar, torcedores do Vitória xingaram seu avô. A resposta foi dada no campo e também com provocação após o empate.

“Provocar, eu aceito provocação. Mas uma coisa que fizeram que não gostei é que xingaram meu avô que faleceu. E meu avô era Vitória. Isso pra mim não é torcida. Eles falam que a gente ia vir aqui, que ia ter pressão, mas pressão com 2 mil eu não senti”, ironizou por causa do público de apenas 10.741 pagantes.

O falecimento do avô de Jean aconteceu às vésperas do Ba-Vi da final do Campeonato Baiano. Na época, ele se mostrou emocionado e, com uma atuação boa como a de ontem, não sofreu gol. O problema é que o 0x0 na ocasião não foi suficiente para que o Bahia saísse com o título estadual.

No entanto, ser considerado o melhor em campo em um clássico é motivo de orgulho para o jogador. “É muito bom, num Ba-Vi ainda é muito mais especial. Pra ser perfeito hoje faltou o triunfo. Foi uma tarde quase perfeita pra mim”, disse.

Se por um lado Jean teve motivos para comemorar a sua atuação, coletivamente o Bahia deixou a desejar. O desempenho do time foi bem abaixo do que vinha sendo apresentado na competição.

“Uma coisa que conversamos no vestiário é que a gente vinha jogando bem e não estava pontuando. Hoje fizemos uma partida ruim e temos consciência disso, mas pontuamos. Um pontinho fora de casa que é muito importante, nos tirou da zona, mas sabemos que a partir de agora temos que jogar bem para construir os resultados positivos para a sequência da competição”, reconheceu.

Para isso, o tricolor não poderá ser exclusivamente dependente do seu camisa 1. Enquanto Jean ajudou o time a  garantir dois pontos importantes no campeonato, nos empates por 0x0 diante de Vitória e Coritiba, ambos fora de casa, o ataque deixa a desejar. Já são três partidas consecutivas sem marcar um gol sequer.

Pois bem. O que se pode destacar unicamente no Bahia no clássico é de fato a evolução de Jean, que jogo após jogo supera a desconfiança que o circunda desde uma falha crucial na final da Copa do Nordeste de 2015. Dois anos depois, os merecidos elogios que o goleiro tricolor de apenas 21 anos têm recebido na sua primeira Série A se devem exclusivamente ao desempenho e esforço dele.(Correio da Bahia)

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