‘Um clube com a grandeza do Bahia não pode estar na Série B’, diz Guto Ferreira

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Guto Ferreira estava pegando a estrada, ontem, quando atendeu o celular. Saindo de Chapecó, em Santa Catarina, a caminho de Piracicaba, sua terra natal, no interior de São Paulo, o novo técnico do Bahia bateu um papo exclusivo com o CORREIO.

O paulista de 50 anos assume o lugar do conterrâneo Doriva, demitido no último domingo. O contrato é até dezembro e prevê renovação automática até o final de 2017 em caso de acesso à Série A, competição que Guto estava disputando com a oitava colocada Chapecoense até aceitar o convite do Bahia.

Guto se despediu dos jogadores da equipe catarinense ontem e assumirá, junto com três integrantes de sua comissão técnica, o comando tricolor na segunda-feira. Ele estreia diante do Oeste, terça-feira, na Fonte Nova.

Com passagens por Criciúma, ABC, Mogi Mirim, Ponte Preta, Portuguesa e Figueirense, entre outros, Guto terá no Bahia o maior desafio da carreira. E vai reencontrar antigos conhecidos no Fazendão. O treinador já trabalhou com sete atletas do atual elenco. Um deles é o meia Renato Cajá, com quem comemorou o acesso da Ponte Preta à Série A em 2014. O conhecimento do grupo foi um dos assuntos abordados com Guto Ferreira, que falou até sobre o apelido de “Gordiola”.

O que será preciso fazer de imediato para recolocar o Bahia no caminho certo?
Falando de fora é mais difícil de avaliar qual é o problema do Bahia. Existem situações que às vezes você está fora e o problema está dentro. A primeira coisa a fazer é recuperar o nível de confiança dos jogadores. O Bahia tem uma torcida apaixonada e a tendência, quando o resultado não vem, é existir pressão no jogador. E quando o jogador está pressionado, ele perde a confiança. Depois disso, aí você vai buscar a organização da equipe, buscar um equilíbrio entre defesa e ataque para que futuramente o Bahia possa jogar com o controle do jogo contra os adversários.

Com quais jogadores do elenco você já trabalhou?
Já trabalhei com sete atletas. Marcelo Lomba e Renato Cajá na Ponte Preta; Lucas Fonseca, João Paulo e Hernane Brocador no Mogi Mirim; Jackson no Criciúma. Também com Paulo Roberto na Ponte Preta e no Figueirense.

Esse contato anterior pode facilitar seu trabalho?
Todo processo do treinador passa por uma adaptação, e essa adaptação tem muito a ver com a aceitação do grupo à metodologia, à maneira de se portar da comissão e ao fato dessas pessoas não só terem jogado comigo, mas terem tido momentos vencedores no meu comando. Acredito que facilite sim, porque eles vão ser instrumentos de multiplicação dessa adaptação mais rápida, de como a gente gosta do trabalho, de como a gente gosta do dia a dia. Vão trabalhar o fortalecimento das ideias vencedoras.(Correio da Bahia)

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